“Adormeço ao som de uns carros que vão passando de longe a longe e do vasculho dos homens da Junta que tentam varrer as ruas molhadas e enfeitadas com as folhas verdes que caíram com a força da chuva. Fecho os olhos e sinto o tempo escorrer-me pelas mãos ao som de um tiquetaque que o despertador vai fazendo. Nunca fizemos isso, mas já viste que o tempo pode sentir-se se ouvires cada segundo a passar? Não lhe damos valor, mas cada segundo que passa é menos um segundo que temos e leva com ele tantas coisas. Tantas coisas que cabem num segundo e que ficaram lá atrás, irremediavelmente aprisionadas no passado. Vou fazer isto mais vezes.”
(Abraça-me de Cláudio Ramos)
(Abraça-me de Cláudio Ramos)

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